Uma
análise da obra de Teo Azevedo
A Literatura de Cordel
como produção
de notícia e jornalismo popular
Sebastião
Breguez *
O objetivo deste artigo é
analisar a Literatura de Cordel como
manifestação comunicacional das classes
populares e, desta forma, como jornalismo
popular. com a produção de notícias. E
ainda com direito a produção da
Edição Extra ou Edição
Extraordinária sempre que os fatos e
acontecimentos forem de grande
repercussão social. Vamos enfocar o
estudo na obra do repentista e cantador
popular mineiro Téo Azevedo, mineiro do
Norte de Minas uma das regiões
mais pobres do Estado, que adquiriu
celebridade nacional pelo volume de
cordel publicado e também pela sua obra
de repentista. Atualmente, ele mora em
São Paulo e participa da programação
cultural de Tvs e shows por todo o Brasil
e também pelo exterior.
A análise dos
processos comunicacionais das classes populares
foi iniciado pelo pernambucano Luiz Beltrão em
meados da década de 1960 quando ele cunhou a
expressão Folkcomunicação como estudo dos
agentes e dos meios populares de informação de
fatos e expressão de idéias. A partir daí se
visualizou que na nossa sociedade existem classes
sociais com processos comunicacionais
diferenciados. A classe dominante, por exemplo,
tem à sua disposição todo um aparato
tecnológico de comunicação, que chamamos
indústria cultural, com a produção de jornais,
revistas, livros, discos, CDs, filmes etc. Mas as
classes populares também se comunicam e utilizam
tudo o que podem para expressar suas idéias,
sentimentos, modos de pensar, sentir e agir.
Assim, a produção da notícia como fator de
informação não é um fenômeno da elite: as
classes populares também produzem e difundem a
notícia com o seu próprio sistema de
comunicação impressa. A Literatura de Cordel,
assim, é jornalismo popular, é produção de
notícia popular impressa que atinge um universo
bem grande de pessoas no Nordeste brasileiro, mas
também em regiões onde esses meios cresceram e
se desenvolveram. Hoje, com a evolução da Rede
Folkcom e a organização de congressos nacionais
em universidades brasileiras, dezenas de estudos
e pesquisas tem mostrado a influência e a
importância da comunicação popular e difusão
da informação. O objetivo deste artigo é
analisar esta forma de comunicação e de
produção de notícia na obra de Téo Azevedo.
I
O nosso
objetivo, neste artigo, é resgatar o vigor
criativo da literatura de cordel do Norte de
Minas na vida e obra do cantador e repentista
Téo Azevedo que tive a oportunidade de
apresentar ao público mineiro já nos idos de
1978. Ele é um dos últimos, talvez o último,
elemento vivo do cordel mineiro, que se manifesta
com toda pujança e força de expressão e
manifestação comunicacional e artística. Téo
tem hoje uma presença especial na vida
artística brasileira, ostentando uma obra
composta por 1500 músicas gravadas por diversos
interpretes, uma centena de livretos de cordel
publicados, uma dezena de discos editados e
também de CDs. Participa, como representante de
Minas Gerais, de todos os principais festivais
que acontecem no Brasil, de Norte a Sul, e,
principalmente, em São Paulo, cidade cosmopolita
onde toda a expressividade da cultura brasileira
tem seu ponto de apoio.
O cordel, que é
originário de Portugal, teve muita influência
cultural no Nordeste brasileiro, mas teve
ramificações em Minas Gerais, principalmente,
no Norte de Minas, onde é forte a influência
nordestina. Há um preconceito em associar-se o
cordel como forma de expressão cultural
genuinamente do Nordeste brasileiro. Mas o
processo de migração do povo brasileiro, trouxe
uma grande população para a região Norte e
Nordeste de Minas Gerais. Ali as áridas
condições do clima e da vegetação, além da
pobreza generalizada, reproduziram os tipos
humanos que se traduzem em expressões
artísticas e se utilizam do cordel como forma de
comunicar e manifestar ao mundo suas diversas
formas de pensar, sentir e agir.
Minas Gerais é
estado diversificado em manifestações
culturais, pois recebeu influencia de vários
povos e etnias que migraram para cá. Assim, não
é exagero dizer-se que o Norte de Minas se
constitui num grande foco de manifestação do
folclore brasileiro por ser a região mais
privilegiada em quantidade e diversidade de
influências culturais, além de variados tipos e
agentes de cultura.
Numa
comparação de tipos mineiros diferenciados por
critérios de falar, do comer, do divertir,
teríamos três grupos bem identificáveis:
1) O mineiro da
região de Juiz de Fora, vivendo em função do
Rio de Janeiro. O mineiro do Sul de Minas,
vivendo em função de São Paulo:
2) O mineiro do
Norte de minas, integrado ao chamado Nordeste,
pois é ai que o Nordeste começa como clima e
como característica cultural.
O Nordeste de
Minas, além de ser o início do Nordeste era o
antigo caminho da estrada Baiana na época em que
as imigrações eram feitas em animais de
montarias.Assim, a região recebia influência do
Sul, como por exemplo, o Folguedo Goiano que
descende da Catira e que hoje está presente em
algumas localidades da região.
Téo Azevedo,
poeta e violeiro, é nascido em 2 de julho de
1943, em Alto Belo, distrito de Bocaiúva, no
Norte de Minas Gerais, entre os vales dos rios
Verde, Jequitinhonha e São Francisco. Filho do
poeta e cantador Teófilo Isidoro de Azevedo
(1905-1951), também famoso contador mineiro,
herdou do pai a vocação para a poesia popular.
Seu pai, que virou figura legendária na região,
figurando em poema de Carlos Drummond de Andrade,
era alegre folião de reis, aboiador, repentista,
pequeno comerciante, tropeiro e ferreiro do
local. Téo, assim, herdou do pai o gosto pelas
coisas do povo e mais do que isto o domínio das
técnicas poéticas e musicais. Estas mesmas
técnicas que, passam de pai a filho, de
geração a geração, pela tradição,
proximidade e oralidade, que são os processos
naturais de preservação e expansão da cultura
popular.
O cordelista
mineiro, além do pai, não teve muitos
professores da escola oficial. Freqüentou pouco
os bancos escolares, o suficiente apenas para
concluir apenas o primeiro ano do Curso
Primário. Aprendeu a ler e escrever, segundo
conta, olhando as placas comerciais e folheando
gibis e jornais. Com a morte do pai, teve que
começar a trabalhar bem cedo para sobreviver.
Já aos oito anos de idade ganhava a vida como
engraxate, lavando carros, carregando malas e
vendendo frutas. Sua vida mudou, quando conheceu
um camelo pernambucano, de nome Antonio Salvino,
que vendia remédios pelas feiras e praças
populares. Começou a trabalhar com ele e sua
função era abrir rodas em praças públicas,
chamando a atenção do povo com uma cobra
jibóia enroscada no pescoço e cantando calango
(uma das formas de repente em Minas Gerais). A
partir daí nunca mais parou de cantar e a
cantoria passou a ser sua forma de
sobrevivência.
Gravou o
primeiro disco em 1965 no estúdio Discobel, do
técnico Lourinho, da Rádio Itatiaia. O disco
trazia uma música folclórica conhecida no Norte
de Minas, Deus te Salve Casa Santa (Cálix
Bento), que ganhou nova melodia e o
acréscimo de três estrofes de sua autoria.
Nesta época, Téo começou a fazer abertura de
shows em circos e praças públicas com o
repentista mineiro Caxangá e os cantores Vicente
Lima e Zé Brasil. Compôs várias músicas e em
1968 foi escolhido pelo jornal O Debate
como O melhor compositor mineiro do
Ano.
Mas foi em São
Paulo, onde Téo passou a morar a partir de 1969,
que sua vida artística tomou outro rumo.
Conheceu vários repentistas como Guaiatã de
Coqueiros, o então Alceu Valença, Antônio
Deodato, Maxado Nordestino, Sebastião Marinho,
Coriolano Sérgio e ficou conhecido no meio dos
cantadores populares. Em 1978, lança o LP Brasil,
Terra da Gente, quando ficou conhecido em
Minas Gerais através dos jornalistas Carlos
Felipe e Sebastião Breguez, através do jornal ESTADO
DE MINAS.
Com o
lançamento do livro LITERATURA POPULAR DO
NORTE DE MINAS (SP, Editora Global, 1978)
iniciou sua vida literária. Publicou também CULTURA
POPULAR DO NORTE DE MINAS (Top Livros), PLANTAS
MEDICINAIS E BENZEDURAS (Top Livros), A
FOLIA DE REIS DO NORTE DE MINAS (Sesc-MG), ABECEDÁRIO
MATUTO (Ed. Global), REPENTE FOLCLORE
(Sesc-MG), TIOFO, O CANTADOR DE UM BRAÇO SÓ
(Ed. Global), DICIONÁRIO CATRUMANO
-Glossário de Locuções Regionais (Ed.
Letras & Letras), AS ERVAS QUE CURAM
(Motivo Cultural), entre outros.
Entre os discos
que editou estão: Grito Selvagem
(Independente, 1974), Brasil, Terra da Gente
(Copacabana, 1979), O Canto do Cerrado
(WEA, 1980), Cantador Violeiro (Copacabana,
1987), Cultura Popular (Independente, 1993),
Tio e Sobrinha (Copacabana, 1995), Téo
Azevedo, o cantador de Alto Belo
(Pequizeiro-Eldorado), Solos de Viola em Dose
Dupla (Pequizeiro-Eldorado), Ternos de
Folia de Reis de Alto Belo, Folia de São
José do Alto Belo (Pequizeiro-Eldorado,
1999), Forró Calango & Blues
(Pequizeiro-Eldorado, 2000). Gravou dezenas de
discos de 78 rotações e compactos. É criador
do selo Pequizeiro Produções Artísticas, desde
1998.
As músicas de
sua autoria tem tido inúmeros intérpretes em
todo o Brasil. Pode-se citar, entre eles, Luiz
Gonzaga, Sérgio Reis, Clemilda, Tião Carreiro,
Zé Ramalho, Banda Cacau com Leite, Tonico e
Tinoco, Cascatinha e Inhana, Zé Côco do
Riachão, Caju e Castanha, Milionário e José
Rico, Banda de Pífanos de Caruaru, Cristina e
Ralf, pimentinha, Fatael, Genival Lacerda, Valdo
e Vael, Jackson Antunes, Domingos, Fernanda
Azevedo, Danilo Brito, Ruth Eli e Jair Rodrigues.
Também no exterior, ele tem músicas gravadas
com intérpretes como o saxofonista inglês Bobby
Keys da banda Rolling Stones e com o gaitista de
blues norte-americano Charlie Musselwhite.
Também fez apresentações musicais em Portugal,
em várias cidades, sendo o único cordelista a
participar de eventos culturais em terras
lusitanas.
A repercusão da
obra de Téo Azevedo tem sido analisada por
vários estudiosos de cordel no Brasil e
exterior. Nos EUA, o especialista J. Mack Curran,
da Universidade do Arizona, fez alusão à sua
obra em estudo sobre o cordel brasileiro. O
holandês Joseph Luyten, quando estava na
Universidade de Osaka (Japão), também fez
referência ao trabalho de Téo. Ainda na
França, o especialista Raymond Cantel, da
Sorbonne, também incluiu sua obra na coleção
que organizou sobre a literatura de cordel
brasileira.
Enfim, a obra de
Téo Azevedo é de resgate da cultura popular
mineira, principalmente, a do Norte de Minas. Ele
produziu, gravou, cantou todas as modalidades do
cordel mineiro. Entre os quais se destacam o
calango, o coco de viola, o lundu, o guaiano, a
chula campeira e o repente.
II
Ao analisarmos o
funcionamento da sociedade capitalista, numa
observação de superfície, notaremos que as
classes dominantes, que detém o controle dos
meios de produção, veiculam os seus interesses
e aspirações nas artes, nas ciências, na
administração do Estado. Às camadas populares,
só resta um meio de participação social: o
folclore. È através do folclore que elas
organizam uma consciência comum preservam
experiências, encontram educação, recreio e
estímulo, e dão expansão aos seus pendores
artísticos. Afinal, fazem presente à sociedade
oficial as suas aspirações e expectativas da
realidade que as envolve.
Como disse com
muita propriedade Antonio Gramsci, o folclore
até hoje só foi estudado como elemento pitoresco
e coletado como material de erudição. A
ciência do folclore consistiu apenas nos estudos
a respeito do método de coleta, seleção e
classificação deste material. Dever-se-ia
estudá-lo, pelo contrário, como sociedade em
contraposição (também no mais das vezes
implícita, mecânica, objetiva) com as
concepções elaboradas, sistemáticas e
politicamente elaboradas e centralizadas em seu
(ainda contraditório) desenvolvimento
histórico.
Uma dessas
formas de que o povo se utiliza para apresentar
suas idéias, fazer suas críticas à sociedade
oficial é a literatura de cordel. Ou seja,
através das diversas formas que compõem a
literatura popular (em que a inventiva do povo
não é limitada por seu grau de alfabetização)
como na arte de jogar versos. De todas as
variantes do Brasil, esta é uma forma que existe
somente em Minas Gerais. No Norte de Minas, para
ser mais preciso.
Através do
poeta popular Téo Azevedo esta forma-arte de
jogar versos- tem sido divulgada pelo Brasil
afora, de Norte a Sul. Sua origem ainda não foi
definitivamente esclarecida, mas tudo indica que
é oriunda de Portugal e foi trazida pelos
colonizadores. O próprio Téo Azevedo faz esta
afirmação. Segundo ele, a origem portuguesa vem
da música Caninha Verde,originada da
região do Minho (Portugal). È um canto e dança
com refrão, onde as pessoas vão improvisando
versos ou cantando versos demorados, usando
sempre o tema de refrão, trazido pra o Brasil
pelos iberos.
De maneira
geral, temse aceitado a origem lusitana de
nossa literatura de cordel. O próprio Teófilo
Braga (1895) foi testemunho de que o nosso cordel
se assemelhava com as folhas volantes
portuguesas. Manuel Diegues Jr., por sua vez
divide a Literatura de Cordel em três grandes
vertentes ou grupos:
- Temas
tradicionais (romances e novelas,
contos maravilhosos, estória de animais,
anti-heróis e tradição religiosa);
- Fatos
circunstâncias ou acontecidos
(manifestação de natureza física,
fatos de repercussão social, cidade e
vida urbana, crítica e sátira, o
elemento humano: Getúlio Vargas,
Tancredo Neves, Juscelino, fanatismo e
misticismo como Antônio Conselheiro e
Padre Cícero, cangacerismo Antonio
Silvino e Lampião, tipos técnicos e
tipos regionais);
- Cantorias e
pelejas (os desafios).
O que
caracteriza a poesia popular do Norte de Minas
Gerais são as cantorias e pelejas. São feitos e
cantados por elemento do povo, os verdadeiros
repórteres populares que, sem uma formação
erudita, burguesa, oficial, sabem transmitir para
o seu grupo social os acontecimentos de ordem
política, econômica ou mesmo social. Os
acontecimentos são narrados em Quadras,
Sextilhas e várias outras modalidades.
III
Com base na obra
de Téo Azevedo podemos classificar a poesia
popular do Norte de Minas Gerais nas seguintes
categorias:
- Quadrinhas Cada
estrofe é formada de quatro versos de
sete a nove sílabas, sendo que a segunda
rima com a quarta. No Norte de Minas, o
cantador não é obrigado a usar rima da
última palavra do verso anterior.
- Sextilha
Cada estrofe tem seis versos, sendo que
cada verso tem de 7 a 9 sílabas. A
segunda rima com a quarta e a sexta; as
demais são livres.
- Septilha
Cada estrofe tem sete versos, e
cada verso sete a nove sílabas. A
segunda rima com a quarta, a quinta com a
sexta e a sétima com a quarta. As outras
são livres.
- Martelo
Mineiro Cada estrofe é
formada de seis versos. Estes têm de 10
a 12 sílabas. A segunda rima com a
quarta e a sexta. As retantes são
livres. Este nome foi denominado por Téo
Azevedo, por ter características que o
distinguem do martelo nordestino. Este
utiliza mais as estrofes formadas de dez
sílabas, as chamadas décimas.
- Sétima de
Quelé Cada estrofe tem sete
versos e cada verso de 7 a 9 sílabas. A
primeira rima com a segunda, a terceira
com a quarta, a quinta com a sexta e a
sétima com a quarta. Modalidade também
criada por Téo Azevedo em homenagem à
sua mãe.
- Quadrão
Mineiro São estrofes de oito
versos, sendo cada de 7 a 9 sílabas. A
primeira, a segunda e a terceira rimam
entre si, a quarta com quinta, terminando
com qualquer palavra que tenha o final
eiro. Por outro lado, a sexta rima com a
sétima e a oitava, terminando ao cantar
quadrão mineiro.
- Calango
É uma das mais populares danças
de Minas Gerais. São formadas de canto e
baile que se realizam isolada ou
conjuntamente. A dança é um ritmo
quaternário, dois por quatro,
parenlaçado e sem complicações
coreográficas, repetindo os passos do
samba urbano. A música é que se repete
na característica do refrão típico.
- Trocadilho em
linha de letra É uma estrofe
com métrica livre, com todas as palavras
iniciando com a primeira letra sempre
igual. Exemplo:
Passando perto poço
Pedi para PedroPra papai passear
Pedro permitiu papai
Paguei Pedro parente
Permitiu papai passear.
- Aboio do Norte
de Minas É o canto
improvisado do vaqueiro, sem palavras,
marcado exclusivamente por vogais,
entoado ao conduzir o gado. O aboio é,
então, de livre improvisação. O canto
dos vaqueiros, apaziguando o rebanho,
levado para as pastagens ou para o
curral, é de efeito maravilhoso e fruto
da sabedoria popular em todas as regiões
pastoris. O cronista português Antonil (
João Antonio Andreoni, 1650-1716)
afirmou, Guiam-se as boiadas, indo
uns tangeadores diante, cantando, para
serem desta sorte seguidos de gado.
Segundo Téo Azevedo, o aboio é dividido
em três partes:
Toada
de Aboio - É a música improvisada ou
decorada, e que ao seu final, faz-se o aboio
original e sem letras, feitos de imprevisão
com melodia só de sussurros.
Canto de aboio ou aboio de improviso -
São pequenos sussurros de aboio original
vindo a seguir os versos que podem ser em
Quadras ou Sextilhas, decorados ou
improvisados e depois com mais sussurros
feitos por um ou mais cantadores. A segunda
rima com a quarta, e esta com a sexta.
O improviso de melodia sem letra musical
Esta é, sem dúvida, a parte mais
bonita do Aboio, onde um vaqueiro, numa
melodia dolente e chorada vai improvisando o
canto, levando, assim, toda a boiada. Este é
o aboio autêntico e original que somente
podemos ver nos campos e não nas festas e
shows de repentismo.
* Prof. Dr.
Sebastião G. Breguêz es colaborador de SdP. Coordenador do Curso de Comunicação
do UNIS-Centro
Universitário do Sul de Minas (Varginha).
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