Ética
Jornalística
Rogério
Christofoletti *
Em
abril deste ano, o jornal-laboratório do curso
de Comunicação Social Jornalismo da
Univali trouxe como matéria de capa a polêmica
divulgação das imagens do massacre de soldados
norte-americanos em Fallujah, no meio da
explosiva zona iraquiana. O Cobaia
é assim que se chama o
jornal-laboratório trazia à tona a
discussão: Os jornais devem publicar as fotos de
pessoas trucidadas nas suas capas, como fez a Folha
de S.Paulo em 1º de abril passado? As
emissoras de TV devem difundir as imagens
chocantes de uma horda de anônimos comemorando o
linchamento e queima dos corpos dos inimigos?
Os acadêmicos e
futuros jornalistas ouviram diversas fontes
levantando os principais pontos para uma
discussão sobre os limites dos meios de
comunicação. Fui um dos consultados e é nesta
condição que tomo a publicação como ponto de
partida para esta minha fala hoje. Para além do
mérito da questão, o que eu quero chamar a
atenção aqui é a importância de iniciativas
como esta do jornal-laboratório, o Cobaia.1 A importância de a
sociedade discutir e refletir sobre até onde a
mídia pode e deve ir no cumprimento da sua
função de bem informar a população.
É evidente que
o alcance e a influência do Cobaia são
pequenos, ínfimos em se tratando da sociedade
catarinense. Porém, deve-se dizer que o
jornal-laboratório foi um dos poucos órgãos
impressos de Santa Catarina que discutiram em
profundidade o papel da mídia na ofensiva sobre
o Iraque. Ao redor, pairou um silêncio
aterrador, próprio de terra arrasada.
O episódio que
acabei de contar é só um num conjunto mais
vasto. E ele exemplifica uma característica cada
vez mais visível dos meios de comunicação no
país: a mídia evita discutir sobre si mesma e
é refratária a qualquer ensaio de autocrítica.
Não se fala de deslizes éticos, de erros
grosseiros de informação, de perda da qualidade
do produto jornalístico. Mesmo os movimentos dos
grandes conglomerados para um plano de socorro à
mídia, alardeado pelo BNDES, mesmo esses
movimentos vêm sendo relatados com extremo
cuidado pelas emissoras de TV, com total zelo
pelos jornais. Uma amostra de que a mídia cobre
mal a mídia pode ser observada no website
Monitor de Mídia (http://www.univali.br/monitor)
que coordeno no curso de Jornalismo, aqui mesmo
na Univali. Num diagnóstico de 30 de abril,
relacionamos sete eventos recentes que se
referiam aos meios de comunicação e que foram
ignorados ou muito mal cobertos pelos maiores
jornais catarinenses.
Então, como diz
o atual presidente da Radiobrás, o jornalista
Eugenio Bucci, vigora nas redações uma
síndrome de auto-suficiência
ética, comportamento que faz os
jornalistas rangerem os dentes quando se fala em
autocrítica ou quando o seu trabalho é alvo de
algum comentário desabonador por parte de
alguém (cf. 2000).
Para além desse
comportamento, é preciso ir além e resgatar um
compromisso radical do jornalismo, assumido como
postulado desde a sua fixação como campo
profissional no começo do século XX: o
jornalismo deve informar a sociedade, deve servir
aos interesses dela, concentrando-se nos anseios
da coletividade. Se o jornalismo foi alçado à
condição de quarto poder - fiscalizador dos
outros três que sustentam o Estado e servem à
sociedade -, este quarto poder não está acima
dos interesses da coletividade, não tem
imunidade moral e não está blindado a
críticas. Cabe refletir sua condição, sua
natureza e a teia que ajuda a sustentar a sua
estrutura capilar. Cabe estudar as tendências
que escoram o jornalismo, cabe analisar que poder
de penetração ele tem no imaginário e no
cotidiano dos cidadãos que consomem
informação. Enfim, vale lançar nossos olhares
sobre o jornalismo como qualquer outro objeto de
estudo científico.
Cresce
o interesse
A expansão
tecnológica e a disseminação de um sentimento
de quase onipresença da mídia na vida cotidiana
têm provocado cada vez mais interesse das
pessoas em saber o que é, como funciona e em que
está apoiado o jornalismo. Mesmo na academia
esse interesse se manifesta de forma bem clara:
no final do ano passado, por exemplo, foi criada
a Sociedade Brasileira dos Pesquisadores em
Jornalismo, a SBPJOR, e em abril passado, foi
institucionalizado o Fórum Nacional dos
Professores de Jornalismo, duas entidades que
reúnem docentes e pesquisadores da área.
Outra medida é
a quantidade de lançamentos editoriais no campo
do jornalismo. Para se ter uma noção do
crescimento deste interesse, podemos recorrer a
uma estratégia caseira: no começo de maio,
entrei no website de uma das maiores
livrarias brasileiras da internet, o Submarino
(http://www.submarino.com.br). E lá, fiz a busca
por palavra-chave no título das obras. Minha
busca encontrou 91 registros de livros em
português sobre jornalismo. Das
ocorrências, verifiquei que 8% dos livros
encontrados no website tratam de ética
jornalística.2 Concentro-me nesta linha
de pesquisa - a ética no jornalismo - não só
porque é a minha área de atuação acadêmica,
mas também porque ela vem se revelando como uma
das linhas de pesquisa que mais vêm atraindo
pesquisadores e estudos. Recorrendo ao mesmo
expediente caseiro de busca pela internet, na
mesma livraria virtual, entro com a palavra-chave
ética. Encontro 263 menções em
português que contenham a palavra no título da
obra. Superficialmente, percebe-se que os livros
são de diversas áreas do conhecimento, da
filosofia à administração, da computação à
política. Numa pesquisa mais minuciosa, percebo
que 6% são títulos do campo do jornalismo,3 uma marca expressiva se
considerarmos a segmentação editorial atual. É
bom ressaltar ainda que a grande maioria das
obras foi lançada nos últimos dez anos, o que
salienta um interesse maior em tempos recentes.
É claro que uma
consulta como esta na internet só pode ser
encarada como um levantamento de títulos. Há
que se levar em conta que a livraria pesquisada
só disponibiliza as obras que tem em seus
catálogos, que os resultados apontados pelo
sistema de busca reúnem apenas as menções
textuais às palavra-chave ética e
jornalismo, e que há mais títulos
no mercado editorial brasileiro que tratam dos
dois assuntos sem mesmo mencioná-los em suas
capas. De qualquer forma, o recurso ligeiro dá
uma noção do interesse que o tema da ética
jornalística desperta entre os leitores.
O
papel da universidade
Juntando os dois
pontos que apresentei até então o
comportamento refratário à crítica por parte
do meio profissional jornalístico e a crescente
demanda pelo assunto -, chego ao que nos cabe
neste latifúndio: qual é o papel da
universidade quando o tema é mídia? Como as
pesquisas científica e acadêmica podem auxiliar
na área? Como contribuir para a redução da
distância entre mercado e academia, mídia e
sociedade?
As respostas
para tais perguntas passam, na minha opinião,
pela Crítica de Mídia, que é uma vertente dos
estudos comunicacionais que se preocupa não só
com os processos técnicos para produção
jornalística mas também se preocupa com os
procedimentos profissionais, éticos e humanos
dos envolvidos nestas operações. A Crítica de
Mídia ou Media Criticism, como
preferem os norte-americanos é um campo
ainda muito pouco explorado por professores e
alunos como recurso pedagógico, por exemplo. Por
meio dela, pode-se empreender leituras críticas
dos meios de comunicação, apontando falhas
técnicas, equívocos estéticos e deslizes
éticos. Na posição de crítico de mídia, o
estudante analisa o produto jornalístico não
apenas na sua condição acabada e difundida, mas
também leva em conta as condições de
produção, o contexto mercadológico e a
presença dos sujeitos produtores. Esse
exercício não se limita também a apontar
inconsistências, falhas, incoerências ou erros.
A Crítica de Mídia não é apenas negativa. O
olhar que a conduz é crítico, mas sua ação é
positiva, afirmativa, no sentido de que a
crítica deve contribuir para o aperfeiçoamento
dos produtos, das práticas e dos procedimentos
jornalísticos.
Se o mercado se
recusa a refletir sobre as condições do
jornalismo atual, penso que a academia tem a
obrigação de assumir essa função (cf.
Christofoletti, 2003, 138-9), oferecendo suas
contribuições para uma melhora no jornalismo.
Há exemplos de
iniciativas consolidadas em termos de Crítica de
Mídia. Fora do meio acadêmico, o caso mais
proeminente é o do Observatório da Imprensa,
que há oito anos mantém um website na
internet
(http://www.observatoriodaimprensa.com.br) e há
seis produz um programa televisivo semanal,
difundido pela TVE-Rio. Na universidade, há as
iniciativas do próprio Monitor de Mídia, que
já citei aqui, há o S.O.S. Imprensa, da
Universidade de Brasília (UnB), o Mídia Fórum,
da Universidade Metodista de São Bernardo
(Umesb), o Canal da Imprensa, do Centro
Universitário Adventista (Unasp), no interior de
São Paulo, só para citar os mais tradicionais.
Mas estas são
algumas das iniciativas possíveis na academia.
Núcleos de pesquisa em jornalismo, linhas nos
mestrados da área voltados a estas
preocupações e outras idéias podem se somar
às experiências bem-sucedidas. Não quero dizer
aqui que seja fácil implantar uma cultura de
crítica de mídia no país. No ano passado,
durante o 26º Congresso da Sociedade Brasileira
de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, a
Intercom, expus pelo menos dez aspectos que se
colocam como empecilhos a uma efetiva crítica de
mídia no nosso país (cf. Christofoletti, 2003).4 As dificuldades são
muitas, a necessidade existe e há espaço para
novos projetos.
Accountability
e Responsabilidade Social
Entender a
Ética Jornalística como uma linha de pesquisa
para o campo do jornalismo abre não apenas o
leque de possibilidades para novos estudos sobre
a conduta humana e os procedimentos dos
profissionais ali envolvidos. Ao estudar a Ética
Jornalística, o pesquisador perceberá que ela
permite a transversalidade, a inter e
transdisciplinaridade na área de concentração
de estudos. A Crítica de Mídia é um ponto de
apoio teórico e conceitual, que fortalece as
pesquisas em Ética Jornalística. E neste
sentido, eu quero focar sobre dois aspectos que
só agora passam a chamar a atenção dos
pesquisadores brasileiros, não apenas aqueles
que se dedicam à Comunicação, mas também os
de outras áreas. Refiro-me a duas vertentes que
podem propiciar muitas pesquisas em pouco tempo:
uma é a que se concentra no que os
norte-americanos chamam de Accountability,
cuja tradução mais próxima talvez seja
transparência ou prestação
de contas; e outra vertente é a da Responsabilidade
Social, preocupação que atinge mais
ultimamente os setores da administração e das
políticas públicas.
Trazido para o
jornalismo, o conceito de Accountability
abrange transparência nos procedimentos de
apuração das notícias e na condução do
noticiário, abrange prestação de contas para
fontes de informação, sujeitos das histórias
relatadas e empregadores; Accountability
consiste em dar satisfações ao público, prevê
um convite geral à crítica. O consiste orienta
que os jornalistas assumam responsabilidades
pelos seus serviços e produtos, que respondam
pelas conseqüências imediatas da publicização
das matérias que produziram. Segundo Stephen
Klaidman e Tom Beauchamp (1987), Accountability
é um problema moral. E se é assim, eu completo
dizendo que Accountability envolve
questões éticas. Neste sentido, já se pode ver
claramente o que o conceito tem a ver com toda a
minha fala aqui, hoje.
Os leões do
mercado podem perguntar: Accountability
para quê? E a resposta é essa: porque é uma
questão de credibilidade. À medida que os meios
de comunicação tornarem-se mais e mais
transparentes com seus métodos, mais cuidadosos
com o seu trabalho e as conseqüências advindas
dele, mais estarão trabalhando para a qualidade
de seu jornalismo, mais estarão investindo na
própria credibilidade. O raciocínio inverso
também é possível: quanto mais credibilidade
tiver um meio de comunicação menos deve temer
expor as próprias vísceras em público. A
universidade pode ajudar muito no processo de
disseminação de uma cultura que contenha
preocupações de Accountability, fazendo
pesquisas, realizando estudos, desenvolvendo
projetos inclusive em parceria com o
mercado para o aperfeiçoamento das
práticas e dos processos jornalísticos.
Já o conceito
de Responsabilidade Social está mais
disseminado na sociedade brasileira, até mesmo
por força das ações do mercado empresarial. A
revista Carta Capital publicou um número
especial sobre Responsabilidade Social em
dezembro de 2003, mostrando a quantas anda a
discussão no Brasil. Segundo a publicação, o
assunto é recente na mesa de empresas e governos
e ainda oscila entre o paternalismo e a
emancipação. Especialistas apontam que não há
ainda uma percepção da Responsabilidade
Social descolada dos parâmetros de
dividendos que cercam as noções de lucro e
faturamento, habituais dos balanços
empresariais. Um estudioso faz uma relação
surpreendente: para cada real gasto em ações
sociais, as empresas investem outros trinta para
fazer divulgação e marketing sobre o tema. É
uma distorção do conceito. Quero lembrar dois
dados importantes aqui: segundo o Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, existem
hoje no Brasil 250 mil ONGs promovendo ações
sociais; o Sul é a região brasileira onde menos
empresas realizam ações sociais para a
comunidade: 46%, conforme o Ipea na Pesquisa
Ação Social das Empresas de 2002. É curioso
observar que a edição especial de Carta Capital
lança seu olhar sobre o empresariado nacional,
mas não se detém em nenhum momento sobre a
indústria mediática e sua respectiva
responsabilidade social...
No Brasil, Responsabilidade
Social ainda é entendida como filantropia,
conforme aponta o Observatório Social, uma ONG
que monitora o comportamento social e trabalhista
das empresas. A ONG se ocupa de todo o Brasil,
mas sua sede está aqui em Santa Catarina, em
Florianópolis, para ser mais preciso. Pois uma
publicação recente do Observatório Social faz
uma avaliação de que, embora ainda pese a
filantropia, um novo perfil de ação social
está sendo desenhado: as empresas passam a se
preocupar com a Responsabilidade Social em
sua cadeia produtiva e também com os demais
atores interessados. O Instituto Brasileiro de
Análises Sociais e Econômicas, o Ibase, lançou
em 1997 uma campanha pela divulgação
voluntária do balanço social das empresas. A
própria Comissão de Valores Mobiliários, a
CVM, orienta desde 1992 a divulgação do chamado
Valor Adicionado, que é o índice de geração e
distribuição de riquezas nas empresas. Nas
empresas brasileiras de comunicação, a
recepção de idéias similares ainda é muito
incipiente. Entre os grandes conglomerados,
destacam-se apenas o Grupo RBS e a Rede Globo de
Televisão, conforme atesta o website do
Ibase para a publicação de balanços na área
(http://www.balancosocial.org.br).
Ainda não há a
percepção dos concessionários de rádio e TV e
dos empresários da mídia impressa de que seus
negócios interferem diariamente na vida das
pessoas, que jornalismo é prestação de
serviço público, que seus serviços lidam com o
imaginário popular, com valores intrínsecos aos
sujeitos e com a sensibilidade e o senso de
realidade dos cidadãos. Logo, Responsabilidade
Social ainda é um assunto contábil e não
moral; o que envolve números e quantificações
e não valores morais e condutas eticamente
aceitáveis.
A universidade
pode auxiliar nesta questão também.
Desenvolvendo pesquisas, liderando projetos. Eu
disse: liderando projetos.
Eu sei que já
me estendi bastante, mas queria dizer apenas mais
uma coisa: As pessoas se equivocam ao pensar que
uma disciplina como a Ética seja meramente
teórica, abstrata e relegada a filósofos,
pensadores, poetas e utópicos. Pensar dessa
forma é que é uma ilusão. A Ética, seja no
jornalismo ou em qualquer atividade profissional,
envolve aspectos de natureza prática porque
reúne em si as discussões sobre as condutas das
pessoas. Na minha opinião, não há nada mais
prático.
______________________
Referências
Bibliográficas:
BUCCI, Eugenio. Sobre ética
e imprensa. São Paulo: Cia das Letras, 2000.
CARTA CAPITAL. A onda da responsabilidade
social. Edição especial. Nº 270-A,
dezembro de 2003.
COBAIA. Univali: abril de 2004. Ano 11, nº 58.
CHRISTOFOLETTI, Rogério. Monitores de Mídia:
como o jornalismo catarinense percebe seus
deslizes éticos. Florianópolis e Itajaí:
Ed. UFSC-Univali, 2003.
CHRISTOFOLETTI, Rogério. Dez impasses para
uma efetiva crítica de mídia no Brasil.
Trabalho apresentado no 26º Congresso Brasileiro
de Ciências da Comunicação Intercom,
Belo Horizonte (MG), setembro de 2003.
<disponível em
http://www.saladeprensa.org> acessado em 9 de
maio de 2004.
INSTITUTO OBSERVATÓRIO SOCIAL. Responsabilidade
social e empresarial: perspectivas para Ação
Sindical. Florianópolis: IOS, 2004.
KLAIDMAN, Stephen & BEAUCHAMP, Tom L. The
virtuous journalist. Oxford: Oxford
University Press, 1987.
MONITOR DE MÍDIA. A mídia cobre mal a mídia.
<disponível em
http://www.cehcom.univali.br/monitordemidia>
acessado em 9 de maio de 2004.
_____
Notas:
1. A edição em questão é a de nº 58,
Ano 11, e a reportagem ocupa as páginas
centrais, 6 e 7.
2. A lista dos títulos é O jornalismo
canalha (José Arbex Jr), Os elementos do
jornalismo (Bill Kovach e Tom Rosenstiel),
Síndrome da antena parabólica (Bernardo
Kucinski), O problema da imprensa (Barbosa Lima
Sobrinho), Ética e Jornalismo: cartografia de
valores (Mayra Gomes Rodrigues), Pragmática do
Jornalismo (Manuel Carlos Chaparro), Jornalismo,
Ética e Liberdade (Francisco José Karam) e
Jornalismo e desinformação (Leão Serva).
3. A lista completa das obras é a
seguinte: Chico Pinheiro: ética na comunicação
(Guilherme Salgado Rocha), Síndrome da antena
parabólica (Bernardo Kucinski), Ética e
Jornalismo: cartografia de valores (Mayra Gomes
Rodrigues), Jornalismo, Ética e Liberdade
(Francisco José Karam), Ética na Comunicação
(Ester Kososki), Ética da informação (Daniel
Cornu), Sobre ética e imprensa (Eugenio Bucci),
Procura-se ética no jornalismo (Eugene Goodwin),
Ética, cidadania e imprensa (Raquel Paiva),
Filosofia, ética e mídia (Ronaldo Trasferetti),
Ética na comunicação (Clóvis de Barros
Filho), Direito de ser: ética comunicação
América Latina (Pedro G. Gomes), Jornalismo,
ética e qualidade (Carlos Alberto Di Franco), O
jornalista e o assassino (Janet Malcom) e Ética
na comunicação: da informação ao receptor
(Clóvis de Barros Filho e Pedro Lozano
Bortolozzi).
4. A íntegra desta discussão está
disponível nos anais do evento, mas, de maneira
resumida, os impasses para um verdadeiro ambiente
para crítica de mídia no Brasil são
Concentração e oligopólio no sistema de
comunicação, Propriedade cruzada e domínio de
conteúdo, Coronelismo eletrônico, Dial restrito
às rádios comunitárias, Concessões infinitas,
Lei de imprensa caduca, Inoperância dos
conselhos de comunicação, Arcaísmo no
empresariado, O fato de a categoria não pode
cassar profissionais faltosos e um certo Autismo
na sociedade.
* Rogério
Christofoletti. Jornalista,
professor de Legislação e Ética em Jornalismo
da Universidade
do Vale do Itajaí e
responsável pelo Projeto Monitor de Mídia. Apresentando no 2º Seminário de
Ética em Pesquisa da Univali, em Santa Catarina, Brasil, em junho de
2004.
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