Necessidade
e vantagens da estruturação
de cursos plenos de jornalismo
Ruben
Dargã Holdorf *
Durante décadas, equívocos
curriculares reforçaram a necessidade de
mudanças nos cursos de Comunicação Social
brasileiros. Uma das propostas visa
transformar a atual Habilitação Jornalismo
em um curso pleno, desvinculando-o do tronco
comum com outras habilitações e valorizando
o ensino técnico ou prático. Muitos
pesquisadores procuram estimular a conexão
entre as disciplinas práticas (técnicas) e
teóricas (não-técnicas) ao enfoque
profissional, relacionando o aprendido ao que
deve ser executado.
INTRODUÇÃO
Com
o evento da informática e a necessidade de
rapidez na obtenção e difusão de
informações, tornou-se necessário que os
cursos de Comunicação Social imponham qualidade
ao ensino. Cada vez mais selecionador, o mercado
de trabalho exige profissionais altamente capazes
de inovar. Surge, então, a imperativa ordem de
modernização nas escolas de Comunicação
Social, através da reformulação do conteúdo
curricular e da técnica de ensino. Não havendo
qualquer impedimento legal ou referência da LDB
bloqueando a reformulação do programa de
disciplinas, o curso de Comunicação Social do
Centro Universitário Adventista tem a
oportunidade de inovar, modificando a grade e a
estrutura das habilitações Jornalismo e
Publicidade e Propaganda.
As escolas mais
tradicionais já iniciaram essas mudanças,
desestruturando os currículos de tronco comum
nos dois primeiros anos e estabelecendo os cursos
plenos, puros, de cada área, separando
Jornalismo de Publicidade ou de outras
habilitações. Entretanto, discutindo este tema
com alunos de outras universidades, constata-se a
preocupação dos formandos em relação à falta
de prática profissional, pois, apesar dos
recursos mais avançados à disposição nos
laboratórios e estúdios, o currículo os impede
de maior contato com a realidade exigida pelo
mercado de trabalho. Assim, aqueles que optarem
pela renovação, terão a possibilidade de sair
à frente na busca da melhor qualificação de
seus alunos.
Muitos vivem a
expectativa da implantação de disciplinas
práticas. Para que esse desejo possa se
concretizar no processo de formação do aluno,
espera-se do professor conhecimento e vivência
profissional, pois, sem esse quesito, jamais se
qualificará como orientador dos estudantes.
Projetos inéditos e planos-pilotos podem se
desenvolver com a participação do meio
acadêmico. Novas idéias permitem estabelecer
pontes de comunicação entre universidades e
indústrias ou serviços.
1.
EQUÍVOCOS CURRICULARES
Poucos
pesquisadores tiveram a coragem, nos últimos
anos, de questionar ou levantar discussão sobre
a rigidez dos antigos currículos e sua possível
flexibilização diante das sensíveis e rápidas
mudanças no mundo globalizado. Apesar de muitos
desses pesquisadores não especificarem os cursos
analisados, os resultados dos trabalhos
desenvolvidos podem ser comparados e aplicados à
realidade do ensino superior de Jornalismo.
Ildeu Coêlho
(1998) alerta aqueles que comemoram a abertura
para a flexibilização, apontando a existência
de instituições de ensino acomodadas às
estruturas rígidas, burocráticas e rotineiras.
Muitos têm aproveitado essa possibilidade legal
para inchar ainda mais os currículos,
sobrecarregando professores e alunos. Coêlho
(1998) considera essa imposição do Conselho
Federal de Educação como uma extensa e
multiforme relação de disciplinas que não
passam de mera repetição do pensado
anteriormente. Bronislaw Malinovski e Joel Ulhoa,
citados por Coêlho (1998), denominam o variado
rol curricular, com suas disciplinas, ementas,
horas-aula e créditos, verdadeiras colchas de
retalhos; e árvores de natal. Esse supermercado
do conhecimento se transformou num verdadeiro
elefante branco da educação, inchando os
currículos.
O desejo de se
ensinar quase tudo em determinada área,
camuflando uma pretensa atualização curricular
não passa de equívoco e absurdo, sendo
desnecessário e inviável. Administradores,
pedagogos, professores e alunos têm a falsa
idéia de que quanto maior o currículo, mais
atualizadas serão as informações transmitidas,
confundindo desse modo quantidade com qualidade.
Assim, o inchaço curricular é um dos
motivadores da evasão no ensino superior
brasileiro. Coêlho (1998) explica que nas
volumosas grades curriculares muitas disciplinas
aparecem isoladas, sem sentido, causando
desânimo nos alunos e conduzindo-os à
repetência. Decorrentes de profundos equívocos,
os extensos currículos são culpados pela
mediocrização dos corpos docente e discente.
Problema maior
do que a quantidade de disciplinas no currículo
tem sido a existência de currículos defasados
ou que não atendem às exigências de mercado,
permanecendo nulos e sem razão de ser. Os atuais
currículos mínimos não estão suprindo às
necessidades acadêmicas, profissionais e humanas
dos estudantes, alega Coêlho (1998). Maria
Aparecida da Silva (1997) expressa que o
currículo revela o projeto pedagógico da
instituição de ensino, a linha de pensamento
educacional de seus administradores. Mark van
Doren definiu que não há significado na
faculdade sem um currículo, mas se torna pior a
situação se esse currículo for insignificante.
(in: Knight, 2000).
Cremos ser esse
um dos mais difíceis entraves na discussão
curricular nos cursos superiores. Os
administradores têm rejeitado qualquer proposta
de alteração naquilo que se encontra
aparentemente solidificado. Tentando o diálogo,
surge como resposta a existência do currículo
mínimo imposto pela legislação. Segundo
Coêlho (1998), o currículo mínimo só tem o
nome, pois sua complexidade e detalhamento se
ampliam, desvinculando-o da realidade concreta,
da história, das políticas acadêmicas e do que
professores e alunos projetam construir. A
imposição oficial desvia o leque de
alternativas que poderiam ser consideradas. Maria
Harris denomina as opções não-visíveis de
currículos oculto e implícito. O primeiro
inclui áreas completamente alienadas e
esquecidas. O currículo implícito, ou informal,
não as exclui, mas não as coloca em evidência.
(in: Knight, 2000).
2.
EXERCÍCIO PRÁTICO
Apesar de não
existir um modelo a ser utilizado em todas as
universidades, Silva (1997) se posiciona
favoravelmente à determinação do projeto
pedagógico e curricular de modo articulado,
ressaltando que sua elaboração só chega ao
final quando a prática recebe destaque. Silva
(1997) é favorável que se aplique tratamento
pedagógico na veiculação de informações. O
currículo que não atende aos propósitos e
necessidades de sua sociedade, torna o projeto
pedagógico deficiente na formação dos
estudantes. (Silva, 1997). O que determinará a
absorção dos futuros profissionais pelo mercado
é a qualidade do trabalho realizado por alunos e
professores em conjunto, desenvolvendo a
autonomia intelectual, a capacidade e a vontade
de continuar pesquisando e aprendendo. (Coêlho,
1998). Silva (1997) confirma o que defendemos ao
destacar ser na prática que se manifesta o
currículo como produto completo e de qualidade.
Confirmando também essa visão educacional,
Adhemar Altieri, ex-professor da USP, mostra às
faculdades a importância de se conhecer que quem
estuda Jornalismo tem de aprender o lado prático
da profissão, principalmente pelo motivo de a
lei proibir o estágio.1 Altieri também
questiona o excesso de disciplinas teóricas,
colocando seu ponto de vista de que os
partidários da Filosofia, Ciência Política e
Geografia, busquem estas áreas para estudar.
Altieri (1999) orienta as instituições de
ensino a promoverem qualidade, pois sem esta não
haverá estudantes, e sem alunos o curso cerrará
as portas. Trata-se de uma questão de
sobrevivência.
Fábio Watson,
professor de Telejornalismo da Universidade
Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, afirma que a
filosofia é aprender na prática e que o
acompanhamento do professor é de extrema
importância. (Revista Imprensa, setembro/2000).
Altieri (1999) explica ainda que as pessoas não
procuram o curso de Jornalismo para se tornar
teóricos da comunicação, mas objetivando se
preparar para o exercício prático. No parecer
de Silva, não adianta um currículo que proclame
a democracia se, na prática, as relações entre
a faculdade e os acadêmicos não o são. Deve-se
considerar e ter em mente que um currículo
mal-estruturado influenciará profundamente a
formação de cada indivíduo. Portanto, faz-se
mister a elaboração de projetos equilibrados. A
influência curricular não se dará apenas no
aspecto profissional, mas também na vida
pessoal, num todo. Sob esse parâmetro, o
currículo deve atender todas as necessidades do
estudante, buscando operar ao máximo sua
eficiência. (Knight, 2000) Não se pode omitir a
importância de se analisar e verificar o que é
mais importante no ensino, enquanto conjunto, e
que impacto terá não somente sobre os alunos,
mas também sobre os professores e o próprio
curso. O aluno deve ficar inconformado com a
inércia. Principalmente se for estudante de
Jornalismo. Umas das máximas da imprensa diz que
o comunicador não pode permanecer na espera das
notícias, mas é ele que tem a obrigação de ir
procurá-las.
A capacidade de
não estar conformado com o mundo permite a
interferência livre e criativa do homem,
formando valores, organizando a vida, as
relações de trabalho, as instituições, enfim,
a comunidade que o cerca e da qual ele participa.
(Silva, 1997) Coêlho (1998) vai mais longe em
sua análise, criticando aqueles que se contentam
com retoques, achando que o marketing das
aparências pode solucionar problemas
institucionais e educacionais. Quem age dessa
maneira, engana-se, pois as feições exteriores
não mudam a realidade e o viver de constantes
festas não acrescenta qualidade a nenhum curso
superior. Para provocar reformas num currículo,
implica em recriar o curso, a estrutura de
graduação, a política correta na educação.
3.
CURSO PLENO
Há necessidade
de estimular o aluno ao trabalho intelectual.
Para tanto, instrumentos de pesquisa aliados a um
currículo que reflete os anseios acadêmicos
são importantes no processo formativo dos cursos
superiores. Em decorrência da atual situação
curricular, Coêlho (1998) concorda que os alunos
têm sido roubados em seu direito ao aprendizado,
ao desenvolvimento da criatividade e à pesquisa.
Um dos maiores dramas dos alunos dos cursos do
setor de ciências humanas, destacando aqui o
Jornalismo, é o período de tronco comum com
outra (s) habilitação (ões), quando se tenta
conduzi-los ao estudo teórico. Esses conceitos
podem muito bem ser enfocados, desde que o
professor tenha sólida formação, no momento
certo, dentro das próprias disciplinas
profissionalizantes, também chamadas de
práticas.
Hélio Ademar
Schuch, chefe do Departamento de Comunicação da
UFSC/Universidade Federal de Santa Catarina e
atual membro da Comissão de Especialistas de
Ensino de Jornalismo, proposta pela Sesu/MEC,
aponta que nos tradicionais cursos de
Comunicação, as disciplinas não-técnicas são
desvinculadas das técnicas, causando a falta de
foco na carreira escolhida pelo aluno. Já nos
cursos plenos, integrados, as disciplinas
não-técnicas estão intimamente relacionadas
às técnicas, contribuindo para a formação
conforme as exigências do cenário
mercadológico em vigor. Além de preparar
profissionais para o mercado de trabalho, os
currículos devem se constituir em amplos
espaços para a reflexão, o debate, a crítica,
o surgimento de tantas dúvidas quanto respostas,
exigindo-se, como prazer intelectual, a busca
constante de respostas. (Coêlho, 1998). Esses
conceitos de Ildeu Coêlho recebem a
corroboração de Lucinda Lorenzoni (1992),
quando destaca que a aprendizagem se forma no
íntimo do aluno e não pode ser manipulada por
fatores externos.
Lorenzoni
concorda com o estímulo ao pensamento, não ao
controle da mente com uma enxurrada de preceitos
teóricos sem utilidade para a vida, mas com
ampla conotação político-ideológica. Agora
Coêlho (1998) referenda Lucinda, privilegiando o
currículo como espaços de produção e
exercício da liberdade, igualdade, justiça,
democracia, cidadania, felicidade, dúvida,
determinando a construção cultural dos
indivíduos. Evidencia-se, cada vez mais, que é
muito melhor ter um profissional pensante do que
um empregado que precisa ser constantemente
conduzido, semelhante a um robô, sem
autocriatividade. O competente, o verdadeiro
trabalhador intelectual, o cidadão por
excelência, o que se encontra acima da média,
se afirma como pensador e criador, equacionando
soluções, ao contrário de outros, simples
executores de tarefas. (Coêlho, 1998).
Às vezes, com
motivos justificáveis, os alunos reclamam das
condições de seus cursos e dos próprios
currículos. Lorenzoni (1992) vê na
instituição de ensino um lugar de realizações
agradáveis e a oportunidade de propiciar ao
aluno o estímulo ao pensamento, à reflexão,
às descobertas e autodescobertas, à discussão
de fatos relevantes, à pesquisa e exploração
da vida. O diminuto espaço deixado às
disciplinas práticas restringe o período de
pesquisa e não completa a necessária formação
profissional do aluno. Esta situação,
amplamente vivenciada no Brasil, resulta do
exíguo tempo dispensado ao contato do estudante
com o lado realista do curso escolhido. Tal fato
pode ser contemplado entre os próprios
jornalistas. Daí a proposta de se formar o curso
de Jornalismo com disciplinas profissionalizantes
desde o primeiro ano, tornando o estudo
interessante e estimulando os alunos ao contato
com seu futuro instrumento de trabalho, pesquisa,
reflexão e prazer. Os cursos que não se
transformarem, acabarão condenando muitos ao
desemprego no futuro. Por isso, urge a
necessidade de se criar alternativas e novas
formas de atuação. (Coêlho, 1998). Trata-se de
um acordo entre professores e alunos. Aqueles
devem se constituir em estudantes; também, pelo
compromisso com a pesquisa e a verdade. (Coêlho,
1998).
O estímulo ao
desenvolvimento da criatividade latente e
individual somado ao trabalho em equipe, passa a
ser característica que poderá alcançar sucesso
se houver eficaz orientação em um novo
currículo. Ressaltamos mais uma vez, que esse
currículo tem de estar vinculado às reais
exigências da profissão e não a meras
conjecturas teóricas e pseudo-intelectuais.
Coêlho (1998) considera imprescindível o
trabalho em equipe, onde se pode aprender com os
outros companheiros e tirar proveito da
experiência pessoal. Lorenzoni (1992) apóia
essa necessidade, porque a educação é
cooperativismo, extensiva a todos, professores,
alunos, faculdade e sociedade. O ensino prático
se revela como forte elemento para se ter uma
sólida formação, cujo resultado contribua para
o aluno caminhar autonomamente e com segurança.
(Coêlho, 1998) Quem acha que a inclusão e
aplicação de disciplinas práticas desde o
início do curso inibirá questões
teórico-intelectuais, engana-se. Tais conceitos
e discussões podem perfeitamente se enquadrar
dentro da análise dos resultados trabalhados
pelo aluno, quando devidamente orientado por
professor competente.
Pode-se
estimular o aluno à prática e orientá-lo
seguindo regras profissionais. Conceitos
teóricos podem ser repassados paralelamente à
prática. Ao final, medem-se os resultados, as
conseqüências do realizado, faz-se o exercício
de reflexão, quando se oportuniza o momento para
divagar filosófica, social e psicologicamente.
Lorenzoni (1992) enfatiza a necessidade de se
conhecer a realidade dos alunos e sair dos
caminhos traçados por aqueles que se encontram
distantes dos reais problemas enfrentados pela
comunidade. Disciplinas isoladas aumentam a
dificuldade de assimilação do aluno, solapam
suas energias, provocam estresse e estimulam o
desânimo diante de algo que se mostra
intransponível. O resultado pretendido por um
curso não se consegue pelo trabalho fragmentado,
mas com o esforço conjunto de todos. (Silva,
1997). Ângela Kleiman e Sílvia Momes (1997)
calculam que a relação interdisciplinar
habilita os alunos à coleta de dados.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Há muitos anos
a defasagem curricular impede o pleno
desenvolvimento dos cursos de Jornalismo, fazendo
com que a teoria receba maior ênfase do que a
prática. Esta caótica situação cerceia o
preparo de qualidade dos alunos, deixando-os
alienados quanto às exigências profissionais a
surgir no decorrer da carreira. Em síntese, mais
uma vez reconhecemos a importância de se
estabelecer no currículo de Jornalismo, desde o
primeiro ano, disciplinas voltadas ao exercício,
treino e estágio preparatório para as funções
práticas e exigências sociais e de mercado. O
currículo deve considerar o atendimento às
exigências dos alunos e da sociedade,
oportunizandolhes um conjunto de experiências
que lhes assegure a compreensão da realidade, e
uma estruturação e formação básica bem
solidificada. (Silva, 1997).
Diversas
instituições de ensino se preocupam com a
atualização tecnológica, entretanto, esta só
se concretizará em relação ao aluno quando de
sua atuação como profissional. A empresa que
absorver seu serviço se responsabilizará pelo
constante aperfeiçoamento. Resta à universidade
o compromisso com a formação básica de
qualidade. Não há motivo para se impedir a
disponibilização de uma grade curricular
prática, levando-se em conta a proibição legal
do estágio para estudantes de jornalismo.
____
Nota:
1) O Sindicato de Jornalistas de Mato
Grosso do Sul já regulamentou o estágio a
acadêmicos. Outros sindicatos, como os do
Paraná e São Paulo, também pretendem estender
o benefício aos estudantes que tenham concluído
o terceiro ano do curso. Além disso, haveria o
limite de seis meses por estágio em uma empresa,
incluindo uma remuneração através de
bolsa-auxílio. O projeto dispõe, ainda, que as
empresas contratantes (inclusive agências de
notícias) possam ter no máximo de 10% da
redação com estagiários e o estagiário
cumpriria o mesmo horário do jornalista
profissional (cinco horas diárias, seis dias na
semana), que não deve coincidir com os horários
de aula. O acordo prevê que as escolas de
comunicação cumpram metas de qualidade.
______________________
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Anuário de Jornalismo. São Paulo, ano 1, n.º
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- Revista Imprensa. "imprens@net"; São
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- SCHUCH, Hélio A. Qualidade no ensino de
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- SGUISSARDI, Valdemar (org.). Avaliação
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da educação superior. Campinas, Autores
Associados, 1997.
- SILVA, Maria Aparecida da. "Currículos e
projeto pedagógico"; In: Dois Pontos.
Nov/dez 1997, p.59-62.
* Ruben
Dargã Holdorf é
jornalista, graduado pela UFPR; Universidade
Federal do Paraná, lato sensu em Metodologia do
Ensino Superior/Unasp, mestrando em
Educação/Unasp. Ex-editor online de Paraná
OnLine, jornal O Estado do Paraná, do Grupo
Paulo Pimentel, em Curitiba, Estado do Paraná,
atualmente é docente do curso de Comunicação
Social no Unasp
- Centro Universitário Adventista, Campus Engenheiro Coelho, São Paulo,
Brasil. (Este texto se publicó originalmente en Acta
Científica/Humanas,
Imprensa Universitária do Unasp, n.º 1, nov.
2001, y fue cedido por el autor, con lo cual hace
su primera colaboración para Sala de Prensa.)
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