Jornalismo,
verdade e ética: divulgação
científica e confusão informativa
Rogério
Christofoletti *
Em
nenhuma outra função profissional, o vínculo
com o princípio da verdade é tão
estreito quanto no Jornalismo. Se na Medicina o
valor fundamental é a vida, se na Engenharia é
a precisão, no campo jornalístico, a noção
que distingue o que é verdadeiro daquilo que
não o é se coloca como o caráter de fundo da
atuação profissional.
Evidentemente,
existem outros valores que permeiam a filosofia
de base do jornalismo - como a precisão e a
correção - mas nenhuma destas matrizes assume
tanta importância quanto a verdade.
Admite-se até que se peque contra estes
critérios ou que se esbarre neles. No entanto, a
verdade dos fatos e das situações precisa ser
mantida inalterada nos relatos de cunho
jornalístico sob pena de se descaracterizar como
tal.
A noção
tradicional de verdade é aquela que tenta
traçar uma adequada correspondência entre uma
coisa e sua idéia ou entre linguagem e mundo.
Quando fatos do mundo real convergem para suas
projeções no mundo lingüístico-discursivo,
abre-se caminho para admitir a verdade de algo ou
alguém. Grosso modo, é assim que se dá
a sistemática de distinção e funcionamento de
verdades e mentiras. Entretanto, esta engenharia
de atestados encontra maior complexidade no
processo de informação, na produção de
narrativas que recortam a realidade, enfim, no
trabalho cotidiano do jornalista. É nestas
atividades que o profissional vai se deparar com
as dificuldades de manter seus relatos próximos
dos fatos correspondentes, vai se preocupar com a
correção e a procedência das informações que
lhe foram transmitidas e vai se voltar para o
entendimento dos sentidos ali envolvidos.
A relevância
destas reflexões acerca da verdade e do fazer
jornalístico ganham contornos mais nítidos
quando as informações referidas influenciam de
maneira direta e decisiva na vida de seus
receptores, como é o caso dos informes
econômicos, políticos, que envolvem valores
morais e religiosos ou ainda se referem à saúde
e à ciência.
*
* *
A maioria dos
meios de comunicação que desenvolve um trabalho
de divulgação científica ainda está presa a
um conceito de verdade que contribui para a
desinformação do público consumidor de
notícias. Esta "verdade" subjacente
às notas e matérias tem sempre um caráter
latente de absolutismo, de vigor inconteste, de
impossibilidade de erro. Assim, o que a ciência
aponta como resultados de suas pesquisas sempre
é um reflexo de uma verdade absoluta,
incorruptível, inabalável. Pelo menos até a
publicação de pesquisas que apresentem uma nova
realidade.
Embora esta
orientação pareça semelhante ao caminho
apontado por Popper pela condição de
refutabilidade de uma teoria científica, o
jornalismo de divulgação ainda não avançou
até este patamar na discussão epistemológica.
Ele está ligado ainda ao princípio de
verificabilidade, dos lógicos neopositivistas do
Círculo de Viena.
Cabe aqui
relembrar brevemente a evolução deste debate
sobre a validade científica: até as duas
primeiras décadas deste século, a ciência e
seus postulados tinham status de dogmas, e
os seres vivos estariam sujeitos às leis
físicas e não poderiam escapar das verdades
científicas. O fazer científico era marcado por
um racionalismo envolvente e integrador das
diversas áreas da pesquisa. Quando, em 1926,
Werner Heisenberg formula o Princípio da
Incerteza, nem mesmo os cientistas que
partilhavam com ele de seus resultados admitem
tal irracionalismo, tal instabilidade no fazer
científico. A proposição nunca se pode
determinar com exatidão a posição e a
velocidade de uma partícula abala os
pilares da ciência absoluta, das verdades
pétreas e do dogmatismo racional. Uma fissura de
discórdia se alastra na comunidade científica,
dividindo correntes e aprofundando abismos entre
cientistas.
Os filósofos
que formavam o chamado Círculo de Viena
Carnap, Waismann, Schlick lançaram o que
foi conhecido como o Princípio de
Verificabilidade. Isto é, só é verdadeiro o
que é passível de ser verificado, demonstrado,
sustentado matemática e logicamente. O aparte
dos logicistas de Viena no debate científico
produz um refluxo do empirismo e do formalismo no
fazer científico.
Karl Popper
inverte o eixo da discussão e defende que os
cientistas não devem estar preocupados com a
justificação de suas teorias, mas sim com o
levantamento de contra-teorias que se oponham às
primeiras. Assim, o que determina a validade de
uma tese é a sua condição de refutabilidade, e
só a resistência de uma teoria às suas
refutações faz verdadeiro o seu discurso
científico. A confirmação de uma tese passa da
verificação empírica de seus resultados para a
sua sobrevivência no embate discursivo na
comunidade científica.
Hoje, a
orientação do jornalismo que se pretende
científico não acompanha o pensamento de Popper
tão de perto, já que ainda está mais atrelado
à verificabilidade das conclusões lançadas
pelos cientistas em suas notas à imprensa. O que
vale para editores e jornalistas em meio
à decisão do que vai ser publicado ou não
são os resultados alcançados pelos
pesquisadores, mesmo que eles sejam
contraditórios aos obtidos em testes similares,
publicados recentemente. Importa aos jornalistas
a publicização das conclusões, quaisquer sejam
estas.
O problema que
quero chamar a atenção nesta discussão não
está nesta tendência liberalizante de
publicação. A questão é a falta de
compromisso do jornalismo científico com a
contextualização dos resultados no momento de
sua publicação. O que chama a atenção é a
despreocupação dos jornalistas em informar ao
público que influências tais resultados podem
ter no debate acadêmico, o que significam para a
discussão, que contribuições trazem para o
cotidiano do leitor, que peso estas conclusões
adquirem no processo de busca da verdade/validade
científica.
Sem esta
preocupação com a contextualização das
informações, o público fica sujeito à
torrente informativa de estudos e pesquisas
realizados pela comunidade acadêmica, sem
critérios de triagem sobre o que realmente é
válido e passível de assimilação. Como não
há critérios mais rigorosos por parte dos
jornalistas na escolha do que vai ser
publicizado, a atenção e preocupação com esta
seleção das notícias se dilui também na hora
de seu consumo. Como nem a imprensa nem o
público podem confirmar os resultados dos
estudos, os informes dos cientistas ganham
tonalidades de verdades incorruptíveis,
inabaláveis momentaneamente. Como já foram
verificadas pelos pesquisadores, as teses já
venceram a etapa protocolar de se mostrarem
sustentáveis e, portanto, podem ser levadas a
sério pelos meios de comunicação e
disseminadas pela sociedade consumidora de
informação. Não existe a preocupação por
parte da imprensa de contrapor as teses, de
contrastar os pontos de vista, de chocar as
teorias para que o público tenha uma noção
mais global do assunto, para que tenha um sentido
mais amplo do contexto. Para que o leitor,
ouvinte ou telespectador possa escolher uma tese
para acreditar, para validar em seu juízo.
Esta falta de
critério ou melhor, a falta de clareza no
critério para publicação permite a
disseminação que provoca a desinformação.
Assim, o leitor encontra nos jornais notas como
as abaixo, colhidas apenas num veículo para
exemplificar:
Pesquisadores
da Universidade de Califórnia concluíram
que o air bag pode causar danos aos olhos.
Estudo publicado no Journal of Ophthalmic
Surgery and Lasers aponta danos que variaram
de ferimentos na órbita dos olhos a sérias
rupturas no globo ocular, que resultaram em
cegueira. Mais de 30 crianças já morreram
quando o air bag dos carros em que estavam
inflou-se após a colisão. (Mais!, Folha
de S.Paulo, 6 de abril de 1997)
Assistir TV
tem efeitos positivos na leitura, indica uma
pesquisa da Universidade de Leiden (Holanda).
Mas isso só ocorre se parte da programação
for legendada, como na TV holandesa. A
leitura das legendas estimula a rápida
conversão das letras em palavras e a sua
compreensão veloz. Cerca de mil crianças
foram estudadas.(Mais!, Folha de S.Paulo,
1 de agosto de 1993)
Pesquisadores
da Pensilvânia encontraram evidências de
que um gole diário de bebida alcoólica
previne perturbações na velhice. O estudo
com 2000 pares de homens gêmeos conduzido
durante 20 anos mostrou que aqueles que
bebiam com moderação preservavam melhor as
capacidades de raciocínio e aprendizagem. (Mais!,
Folha de S.Paulo, 1 de agosto de 1993)
Beber
moderadamente faz bem à saúde, diz estudo
da Universidade Harvard publicado nos
Arquivos de Medicina Interna. Os cientistas
estudaram 22 mil homens por mais de dez anos
e constataram que aqueles que tomavam de dois
a quatro copos de bebida por dia tiveram 28%
de chance de morrer no período. Quando
tomavam de quatro a seis copos por semana, o
risco diminuiu para 21%. Para os que tomavam
dois ou mais copos por dia, o risco de morrer
foi 51%. (Mais!, Folha de S.Paulo, 19 de
janeiro de 1997)
As conclusões
geralmente contradizem as teses que se
reforçavam anteriormente de que "usar air
bags é um procedimento de segurança", de
que "assistir a televisão desestimula a
leitura" e de que "o álcool provoca
dependência química, fragiliza o corpo e, em
excesso, pode levar à morte". Diante dos
discursos contrários, o leitor fica sem saber o
que pensar, como agir, em que acreditar. O
público fica frente a frente com as teorias,
mergulhado em seus resultados e impossibilitado
de tirar suas próprias conclusões.
Não é o caso
de dizer que o leitor fica sozinho, desamparado,
entregue à "manipulação" que os
meios de comunicação fazem com as
informações. Entretanto, é preciso lembrar e
tornar nítido novamente o compromisso tácito da
imprensa e de seus profissionais de sempre bem
informar. Se de um lado, o público tem o direito
de ser informado, de outro, o jornalista tem
o dever de informar. Mas este compromisso
de responsabilidade social só é exercitado na
plenitude quando a informação recebe um
tratamento adequado, é repassada de forma
criteriosa, tem vínculos que contribuem para a
sua contextualização. Sem o estabelecimento de
alguns elos com a sua realidade
sócio-histórica, a informação fica solta no
imaginário das pessoas, gratuita, passível de
uma absorção despreocupada, apenas de forma
acumulativa. Aquela notícia é mais uma entre
outras tantas. Quando vier uma segunda
informação e mesmo que esta contradiga a
primeira -, descarta-se a primeira,
substituindo-a pela seguinte. Sempre de forma
maquinal e inconsciente.
Este processo de
confusão informativa (que não passa de
desinformação) ganha maiores dimensões e
alcance nestes tempos em que se vive uma
explosão informativa. Esta inflação dos signos
e seu constante bombardeamento sobre os
consumidores de notícias contribuem para uma
situação caótica: ninguém consegue assimilar
todos os informes, tem-se dificuldade inclusive
de discernir as prioridades e, por
conseqüência, o consumo destas informações se
dá sempre de forma apressada, irreflexiva,
automatizada. O público comum tem agora acesso a
uma infinidade de fontes de informação que
lançam signos que se sobrepõem, se contradizem,
se desdizem, e pouco auxiliam numa melhor
compreensão dos fatos. O caso recente dos
produtos transgênicos é sintomático e
demonstra o nível de desinformação a que o
público fica submetido, em meio ao tiroteio de
afirmações prós e contras. O consumidor de
notícias, que também consome alimentos, fica
sem saber como agir: se adquire os produtos
modificados geneticamente ou se os repele,
consumindo apenas os orgânicos. Nesta situação
exemplar, o trabalho do jornalista de ciência
pouco ou nada contribuiu para a tomada de uma
decisão da vida cotidiana do receptor, que está
tão desinformado quanto aquele que não
acompanha o assunto pelos meios de comunicação.
Os produtos do
jornalismo de divulgação científica tornam-se
elementos de uma estrutura que envolve os
receptores. Ou seja, a ciência expressa nas
notícias e reportagens funciona muito mais como
um discurso totalizante (LYOTARD, 1981) do que um
conjunto de atividades racionais e empíricas de
busca de respostas para as questões da
humanidade.
É importante
repetir, a questão principal da discussão que
proponho é a falta de uma preocupação maior da
imprensa de divulgação científica em
contextualizar os fatos, com a seleção das
informações no sentido de auxiliar de
forma bem pragmática e concreta o
receptor. Sem esta orientação clara de
interferir positivamente no dia-a-dia do cidadão
comum, trazendo informações úteis, os
jornalistas científicos perdem um foco
importante de sua atuação profissional. Sem
isso, a ciência e seu desenvolvimento, seus
estudos e seus resultados são observados pelo
prisma da curiosidade, do exotismo, da
superficialidade, do sensacionalismo, do
bizarrismo. Sem um sentido de utilidade e de
necessidade informacional, o jornalismo
científico tende a divulgar da mesma forma
notícias tão díspares na importância real (o interesse
público) e na conseqüência que estas
trazem (repercussão). Os exemplos abaixo
ilustram esta tendência uniformizante das notas
científicas. Apesar de tratadas de forma
semelhante, as notas adquirem relevância
incomparáveis, se se pensar nos reflexos que
provocam na vida humana:
No começo
de fevereiro de 1997, estudo publicado na
revista da Associação Médica Americana
(Jama) mostrou que, apesar dos esforços
realizados pelas autoridades sanitárias para
introduzir hábitos alimentares saudáveis, o
número de mortes por problemas cardíacos
não se deveu a uma mudança nesses hábitos,
mas a uma melhoria das técnicas médicas. O
estudo, realizado durante a década de 80,
mostrou que nesses anos se evitaram cerca de
70% das mortes de pacientes devido a um
diagnóstico precoce e tratamento adequado. (Mais!
Folha de S.Paulo, 23 de fevereiro de 1997)
Pesquisadores
do Centro Nacional de Dados Climáticos, na
Carolina do Norte, afirmam que correr sob a
chuva é o melhor modo de manter-se mais seco
sem guarda-chuvas. Eles pesaram as roupas de
um voluntário que havia corrido e andado sob
a chuva. As roupas do corredor haviam
absorvido 40% menos de água. (Mais! Folha
de S.Paulo, janeiro de 1998)
Mas para além
da publicação de notas que pouco (ou nada)
contribuem para a evolução das técnicas e da
sobrevivência da humanidade, o jornalismo
científico pode cumprir seu papel de
divulgação de dados e resultados de pesquisa
que orientam o seu público. As notas, recolhidas
e expressas abaixo, são exemplares de um
trabalho como este:
Estudo feito
pela Universidade Estadual de Nova York
concluiu que o consumo de frutas e vegetais
diminui o risco de uma mulher desenvolver
câncer no seio. A substância responsável
por esse efeito é a vitamina C. (Mais!,
Folha de S.Paulo, 21 de junho 1992)
Estudo
publicado no Journal of the AMERICAN Medical
Association, em agosto de 1997, indica que o
alcoolismo e o uso de drogas ilícitas
aumentam riscos de morte violenta. Para
usuários, o risco de homicídio é 12 vezes
maior que o de não usuários, e o de
suicídio, 16,6 vezes. Morar com um usuário
de drogas aumenta em 11,3 vezes as chances de
um não usuário morrer violentamente. No
caso do álcool, chance aumenta 1,7 vez. (Mais!,
Folha de S.Paulo, 24 de agosto de 1997)
Fumantes
grávidas podem afetar o comportamento do
feto apenas pensando em fumar, sugere estudo
do Centro de Pesquisas de Comportamento Fetal
da Universidade da Rainha (Austrália). Os
pesquisadores observaram aumento
significativo nos movimentos do feto,
especialmente movimentos bruscos, quando
mulheres falavam em cigarro. Segundo eles,
isso não significa que falar ou pensar em
cigarros seja perigoso, mas sim que mulheres
induzem mudanças no corpo passadas ao feto. (Mais!,
Folha de S.Paulo, 31 de março de 1996)
Entretanto, que
tipo de jornalismo realizam os profissionais de
divulgação científica que publicam teses que
reforçam a discriminação racial, os
preconceitos, o etnocentrismo? Eles estão a
serviço de quem? Suas notas informam? Suas
reportagens contribuem para qual sociedade? Para
quais valores sociais? Tais matérias auxiliam em
que dimensão da atividade humana? Qual a
utilidade disso?
A revista
britânica Nature, de 13 de janeiro, trouxe
um artigo em que homens mais altos tendem a
gerar mais filhos que homens alguns
centímetros mais baixos. Os dados foram
obtidos dos registros médicos de 3201
poloneses entre 25 e 60 anos. Homens sem
filhos dessa amostra revelaram-se em média 3
cm mais baixos que os pais de pelo menos um
filho. (Mais!, Folha de S.Paulo, 30 de
janeiro de 2000)
A revista
The New England Journal of Medicine , de 4 de
njunho de 1992, traz estudo que conclui quer
existem causas genéticas do fato de que a
mortalidade infantil é maior em negros do
que em brancos. Pesquisadores do Centro de
Controle de Doenças, dos EUA, mostraram que
entre filhos de pais com formação
universitária, a mortalidade infantil é
significativamente maior (1,02% contra
0,54%). Isso porque os bebês negros nascem
com maior freqüência com deficiência de
peso. (Mais!, Folha de S.Paulo, 30 de
janeiro de 2000)
É claro que
não se faz aqui a defesa de uma equivalência
dos conceitos de verdade e de utilidade. Não se
trata de pensar a verdade enquanto algo meramente
utilitário, instrumental, aplicativo. Também
não é o caso de seguir a direção sinalizada
pelo filósofo americano Richard Rorty:
suspendermos a obsessão pela verdade. Antes de
tudo, é necessário que o jornalismo científico
reflita sobre os conceitos que lhe dão base, que
lhe sustentam. Pensar sobre a noção de verdade
o que ela é, o que representa, como pode
ser buscada, como deve ser explicitada é
fundamental para construir um jornalismo
comprometido com o seu público, interessado na
evolução de uma sociedade que busca respostas
para suas questões e consciente de seu papel
nesta trajetória de construção e
reconstrução histórica.
______________________
Referências Bibliográficas:
HAWKING, Stephen. Uma breve
história do tempo. Rio de Janeiro: Rocco,
1993
LYOTARD, Jean-François. O
pós-moderno. São Paulo: José Olympio, 1981
MAGGE, Bryan. As idéias de
Popper. São Paulo: Cultrix, 1981
NIETZSCHE, Friedrich W. Verdade
e Mentira no sentido extra-moral. In: Obras
Incompletas - Coleção Os Pensadores. São
Paulo: Abril Cultural, 1999
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Rogério Christofoletti. Jornalista, mestre em
Lingüística e professor de Legislação e
Ética em Jornalismo na Universidade do Vale do
Itajaí (Univali), em Santa
Catarina, Brasil. O autor é doutorando em
Jornalismo na Universidade de São Paulo (USP). Este texto foi apresentado
durante o 6º
Congresso Brasileiro de Jornalistas Científicos, em maio de 2000 em Florianópolis
(SC). Esta es su primera colaboración para Sala de Prensa.
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